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Forma, matéria e presença

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  • 416 stron
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Este estudo analisa as determinações do conceito de «forma» entre os anos setenta do século XIX e os anos vinte do século XX, com foco na transição entre os dois séculos. A premissa central é a mutabilidade da forma ao longo da história da estética, evidenciada pela sua centralidade nas problemáticas estéticas desde a teoria platónica das ideias até pensadores da Antiguidade, neoplatonismo, latinos, e filósofos e artistas do Renascimento e da Idade Moderna. O período em questão revela uma novidade na referencialidade da forma, que passa a incorporar materialidade, presencialidade e espácio-temporalidade, após uma longa associação com o ideal e o absoluto. É o surgimento da história da arte moderna, que, ao discutir seu objeto e valor e ao se estabelecer como ciência autónoma, redefine a forma como uma aparência sensível, enfatizando a relação cognitiva entre a forma artística e sua audiência. Essa busca por independência renovou a estética e a teoria da arte. As transformações atuais, impulsionadas por inovações técnicas e tecnológicas, bem como pelo novo paradigma antropológico e cultural do «pós-humano», reativam essas questões. As origens da relação entre forma, aparência, matéria e presença revelam aspectos fundamentais da atual alienação do sentir e das contaminações entre corpo e «coisa».

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Forma, matéria e presença, Pedro Sargento

Język
Rok wydania
2015
Oprawa
(miękka)
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Tytuł
Forma, matéria e presença
Język
portugalski
Rok wydania
2015
Oprawa
miękka
Liczba stron
416
ISBN10
9895134576
ISBN13
9789895134571
Seria
Opis
Este estudo analisa as determinações do conceito de «forma» entre os anos setenta do século XIX e os anos vinte do século XX, com foco na transição entre os dois séculos. A premissa central é a mutabilidade da forma ao longo da história da estética, evidenciada pela sua centralidade nas problemáticas estéticas desde a teoria platónica das ideias até pensadores da Antiguidade, neoplatonismo, latinos, e filósofos e artistas do Renascimento e da Idade Moderna. O período em questão revela uma novidade na referencialidade da forma, que passa a incorporar materialidade, presencialidade e espácio-temporalidade, após uma longa associação com o ideal e o absoluto. É o surgimento da história da arte moderna, que, ao discutir seu objeto e valor e ao se estabelecer como ciência autónoma, redefine a forma como uma aparência sensível, enfatizando a relação cognitiva entre a forma artística e sua audiência. Essa busca por independência renovou a estética e a teoria da arte. As transformações atuais, impulsionadas por inovações técnicas e tecnológicas, bem como pelo novo paradigma antropológico e cultural do «pós-humano», reativam essas questões. As origens da relação entre forma, aparência, matéria e presença revelam aspectos fundamentais da atual alienação do sentir e das contaminações entre corpo e «coisa».